A SINUS é uma simulação da Organização das Nações Unidas que ocorre anualmente em Brasília. O projeto tem o objetivo de fazer com que estudantes de Ensino Médio aprendam sobre as principais problemáticas internacionais contemporâneas por meio da realização de conferências que simulam encontros diplomáticos. Desta forma, estudantes de todo o Brasil tem a oportunidade de se tornarem chefes de estado, embaixadores, ministros e jornalistas durante o evento. Além dos debates, são promovidas atividades culturais. Ao final do evento, todos os alunos são avaliados pela equipe organizadora do evento.
A SINUS 2010 teve a intenção de debater sobre métodos e caminhos para a promoção de uma cultura de paz e liberdade, sendo assim todos os níveis e atividades do projeto aconteceram nesse sentido. Os estudantes participantes ficaram divididos entre as seguintes delegações: Afeganistão, África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria,, Azerbaijão, Bangladesh, Barbados, Bélgica, Bolívia, Bôsnia, Botswana Brasil, Bulgária, Burkina Faso, Burundi, Cabo Verde, Camarões, Canadá, Chade, Chile, Cingapura, Colômbia, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Costa Rica, Côte d'Ivoire, Croácia, Cuba, Dinamarca, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Equador, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Etiópia, Federação da Rússia, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Grécia e Guatemala, Guiné-Bissau, Haiti, Honduras, Hungria, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Jamaica, Japão, Jordânia, Líbano, Libéria, Líbia, Luxemburgo, Madagascar, Malásia, Marrocos, México, Moçambique, Myanmar, Nicaraguá, Nigéria, Noruega, Nova Zelândia,Omã, Países Baixos, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido, Rep. Democrática do Congo, Rep. Popular da China, Rep.Centro Africana, República Federal da Iugoslávia, República Tcheca, Romênia, Ruanda, Senegal, Sudão, Suíça, Tailândia, Timor-Leste, Tunisia, Turquia, Ucrânia, Uganda, Uruguai , Venezuela, Vietnã, Zâmbia e Zimbábue. Após a inscrição no site da SINUS, todos os alunos receberam um guia de estudos para que pudessem estudar e pesquisar sobre sua Delegação e seu Comitê.
Durante o evento, os alunos participaram ativamente dos debates representando os seguintes comitês: a Agência Internacional de Energia Atômica, a Conferência de Istambul (FMI – Banco Mundial), o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, o Conselho de Segurança das Nações Unidas – Histórico; Conselho Econômico e Social das Nações Unidas; Corte Internacional de Justiça; Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação; Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura; Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial; Organização Internacional do Trabalho; Organização Mundial da Saúde; United Nations Conference on Cybercrime; United Nations Security Council – Counter-Terrorism Committee. Para representar os países nesses comitês é preciso conhecer bem a política externa do país representado por cada um deles. Para isso, o grupo de 25 alunos do Instituto Dom Barreto que participou da nona edição do evento pesquisou e estudou bastante antes da viagem para Brasília. Também havia a oportunidade de participar da cobertura do evento através da inscrição para atuar na Agência de Comunicação da SINUS, mas nenhum dos alunos dombarretanos escolheram essa opção.
A aluna Ana Luiza Monteiro, do 2º Ano B contou com entusiasmo sobre a crise vivenciada por ela em sua Delegação:
“O meu comitê, CSNU – H (Conselho de Segurança das Nações Unidas – Histórico) era diferente dos demais porque vivenciamos o ano de 1995. Desta forma, discutimos a Guerra da Bósnia, os conflitos étnicos existentes e a questão da separação da Iugoslávia, procurando uma solução eficaz para acabar com o conflito e que agradasse a todos.
Como os debates andavam em círculos e não chegávamos a nenhum consenso, o “O Correio Diplomático”, jornal da SINUS, anunciou uma crise no CSNU-H. As “soft áreas” existentes no local estavam sendo invadidas por grupos étnicos inimigos, e muitos civis estavam sendo mortos.
Com a Crise, as discussões se dinamizaram e finalmente, conseguimos fazer uma proposta de resolução satisfatória”.
Já Mariana Nunes, do 2º Ano A, enfrentou uma crise interna em seu Comitê:
“Durante a 5ª sessão da Organização Mundial da Saúde (OMS) os delegados perderam o foco das discussões, a falta de objetividade comprometeu o andamento das propostas, não estávamos conseguindo entrar em acordo sobre o que deveria ser feito pelo Comitê. Diante disso, vários delegados se ausentaram da sessão para discutir cláusulas de um documento de trabalho, deixando o comitê quase sem coro para a continuação dos debates e os que ficaram não queriam se pronunciar. A notícia se difundiu e a Agência de Comunicação (AC) fez uma coletiva de imprensa no comitê alegando que corria a notícia na imprensa mundial que a Organização estava rumo ao fracasso. Ao término da coletiva os delegados se conscientizaram e finalmente deram inicio ao projeto de resolução”.
Anara Barbosa Ribeiro, Arnaldo Boson Paes Junior e André Leal participaram dos Comitês em inglês. Nestes, os alunos receberam todo o material na língua inglesa e todos os discursos e exposições também foram proferidos em inglês. Para Anara, participar desse Comitê é mais difícil, pois é preciso pensar em inglês, mas por outro lado, ela também considera que o aprendizado é muito maior. André destaca que o seu vocabulário em inglês melhorou consideravelmente após participar por dois anos consecutivos dos comitês em inglês da SINUS. Durante o evento, ele juntamente com seu grupo, realizou discussões sobre crimes cibernéticos. Foi preciso definir o que seria considerado crime cibernético e elaborar um manual e um código de ética dos profissionais da computação.
Durante toda a estadia em Brasília, a SINUS proporcionou diferentes vivências para os participantes. Durante o dia, eles participaram dos debates que constituíram a Simulação da ONU. Na primeira noite, dia 31 de março, os alunos participaram da Cerimônia de abertura. Lá, assistiram um vídeo sobre a SINUS e também saborearam um coquetel. Na segunda noite, o grupo foi a uma festa temática que reproduzia o funcionamento de um Cassino. Na terceira noite, foi realizada uma Gincana entre os comitês. Uma das provas foi a elaboração de um grito de guerra para o seu comitê. A aluna do IDB, Elisa Maria Passos, do 2º Ano D, relembrou o grito da Gincana Cultural da escola, “Mexe a cabeça e balança o coração”, e assim seu Comitê levou a melhor nessa prova. Na penúltima noite, os alunos participaram de uma Feira Cultural, onde puderam conhecer melhor todos os países participantes da SINUS. E na quinta e última noite, a festa mexicana “Soy loco por ty SINUS encerrou o evento.
Para o aluno, José Ribamar, do 2º B: “O aluno que vai para a SINUS não se contenta com o modelo tradicional de ensino de História e Geografia. Na maioria esmagadora das escolas, os alunos secundaristas não têm a oportunidade de praticar o que aprendeu nas aulas, limitando o aprendizado e não preparando os alunos para o mercado de trabalho, que também exige uma boa oratória, uma boa capacidade de negociação e interação com as pessoas. O fato de a SINUS contar com as várias regiões do Brasil ilustra bem o desejo dos alunos de praticar, dispoto a pagar uma viagem a Brasília para a isso. A tendência é que as simulações como a SINUS se multipliquem pelas demais estradas brasileiras”
Todos os alunos elogiaram a estrutura e a organização do evento. João Neto definiu a SINUS numa só palavra UNIÃO, enquanto Jezlia Rezende de Carvalho disse que só cem palavras poderiam definir um evento como esse.
|