Atendendo
a pedido de Sua Excelência Reverendíssima Dom Severino
Vieira de Melo, Digníssimo Bispo Diocesano de Teresina, chegaram
- após longa e exaustiva viagem, por terra, iniciada 28 dias
antes, em Campinas, Estado de São Paulo - à Capital
do Estado do Piauí, no dia 13 de novembro de 1943, às
10h30, oito irmãs (Irmã Martha, como Madre
local; Ir. Ana Maria; Ir. Alaíde; Ir.
Raimunda; Ir. Alice; Ir. Luiza; Ir. Mariana e Ir. Jacira) do Instituto
das Missionárias de Jesus Crucificado, Congregação
fundada pelo Bispo Dom Barreto e pela Madre Maria Villac, no ano
de 1928, na cidade de Campinas.
Em julho de 1944 já estava criado o Colégio Provisório
Dom Barreto e suas aulas tiveram início com 23 alunas do
curso de Artes Femininas, no mesmo local em que ainda hoje se encontra.
Ao longo deste meio século de presença ininterrupta
no Estado do Piauí, foram se organizando, com abnegação
e firmeza, os diversos graus de ensino desde a Educação
Infantil, passando pela implantação do Ensino Fundamental,
até culminar com a instalação do Ensino Médio
não profissionalizante em 1983. O ensino oferecido é
regido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, e reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação
do Piauí.
Em
1983, as irmãs que já vinham recebendo a colaboração
do Professor Marcílio Flávio Rangel de Farias e encontravam-se
numa etapa de retomada da sua missão pastoral junto à
população das periferias - o carisma da Congregação
- confiaram-lhe a Direção do Instituto Dom Barreto.
Assim, o Professor Marcílio, nos Estatutos que fez elaborar
e aprovar em 11/2/1984, preservou o Instituto como entidade civil
de natureza filantrópica, sem fins lucrativos e de utilidade
pública, com prazo de duração indeterminado.
Manteve, também, a linha filosófica do projeto educacional
construído pelas Irmãs Missionárias de Jesus
Crucificado.
Ao lado disso, foram se estruturando as propostas correspondentes
à missão filantrópica como componente da proposta
educacional da entidade: em 1984, a Casa Dom Barreto, voltada ao
atendimento de menores carentes de 0 a 17 anos; em 1993, a Escola
Popular Madre Maria Villac e a Escolinha Popular São Francisco
de Assis, para desenvolver atividades de alfabetização
e pós-alfabetização de crianças e adultos
carentes.
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