Um todo sem partes não é todo

Uma parede sem um dos tijolos é uma parede incompleta. Uma cadeira com uma perna a menos ainda é uma cadeira. Uma árvore sem fruto não deixa de ser árvore. Uma cidade sem prédios continua a ser cidade. A ausência de shoppings, monumentos, grandes avenidas não tira dela esse título. No entanto, uma cidade sem povo nunca será uma cidade.

Nesses 159 anos que hoje se completam, Teresina se apresenta como um complexo de transformações. Gente das melhores, calor enérgico, aconchego feito sangue que deságua nesses corações amanteigados. Além das ruas, praças, escolas, comércios, edifícios, a cidade é um oceano de maré frenética.

Seu corpo aquece e bota no colo cada transeunte que por ela circule.

Dirceu Arcoverde, Crispim, Engenheiro Sampaio, Frei Serafim, Da Costa e Silva, Esperança Garcia, Pedro II, Num Se Pode, Sarah Menezes, Professor Marcílio. Homens e mulheres que costuram uma trajetória jovem. Teresina tem idade de avó e pernas de atleta. Percorre estradas a passos firmes. Tem sete vidas e mil e um amores. Leva gente nas costas, escala montanhas, arrasta o peito no chão, toma chuva forte, aguenta 30, 40, 50 graus e, ainda, assim, permanece.

A Gincana Cultural "Teresina, Meu Amor", na sua vigésima oitava edição, traz como tema um olhar mais profundo sobre a cidade. "Teresina: nossos cantos têm história". Uma busca por humanizar seus espaços físicos, uma tentativa de tornar vivo o concreto que veste o verde fresco da cidade. Quem está por trás das placas de inauguração? Quem dá nome aos hospitais, às igrejas, às repartições públicas? Queremos, neste ano, escavar a memória guardada por entre as curvas e os cantos da nossa Verdecap.

Um bom dia e uma excelente gincana a todos!